segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma segunda-feira


De olhos fechados sonhava estar em algum lugar distante. Uma brisa fresca alisava sua pele. Sentia o prazer da tranquilidade, do silêncio, do sono. Alguém aproximáva-se, dizendo coisas estranhas, intrigantes. Tinha um ceceio engraçado e andava rápido. Acordou e decidiu iniciar um diálogo com aquela criatura esquisita. Foi em vão. Aquela figura já havia partido. Com pressa sumiu no horizonte. Decidiu sentar-se ao chão. Estava embaixo de uma árvore e muitas formigas perambulavam pelo seu corpo num fazer cócegas altamente estimulante. Olhou ao seu redor e percebeu que havia um mundo ao seu redor. Uma estrada à caminhar. Mas batia uma preguiiiiiiiiiiiiiiiça! Nossa, quanta moleza! Pensou: "Levante-se cara! Está na hora de ir! Você tem muito a fazer nesse lugar!". De onde vinha aquela voz não sabia. Mas o som estridente do despertador às 6:00hs era sua certeza. Levante-se! Até sexta-feira sonhar nem pensar!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Minha serenata


Hoje eu desejei uma serenata Daquelas antigas com canções de amor explícito Que a moça bonita ouve da janela alta de uma casa branca com cheiro de flor Uma serenata doce com olhos cheios d'água E banhar-se de um abraço forte, ligeiro Eterno Uma serenata doce... Pra te cantar com a lua cheia

sábado, 3 de abril de 2010

É só um carinho
Um cafuné
Um cheiro no cangote
Um abraço... de "urso"!
Um olhar
Um dar a mão
Só um carinho
Aquele cochicho no pé do ouvido
O suspiro da mais plena felicidade
Tudo isso
E é só um carinho pra gen
te ficar assim

Sem mais


Algo escondido à sombra
Algo alí
À minha frente
Fez-se presente aos meus olhos
O coração que estava leve
Despencou
Lacrimejou os olhos
O riso entre os lábios deu lugar a um gosto amargo à boca
As palavras ditas não assumem seu lugar
Me sinto fraca
Nua

Fechando os olhos
Tentando não acreditar
Mas está alí
Escrito
Lido
Tudo aquilo que você não me disse.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eu tava alí

Tava com saudade
Saudade das palavras
Do chiado do lápis no papel e do tilitar das teclas
Saudade do texto na tela
Das bochechas levemente rubras
Dos olhos úmidos
Do sorriso maroto ao olhar
Tava aqui bem pertinho mas escondida
sem vontade mas cheia de sentidos, palavras e força
Tava só quietinha
Correndo atrás de sonhos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pedacinho de papel

Um dia escrevi seu nome num papel
Dobrei bem dobradinho
Mãos suando de satisfação
Coloquei numa caixinha
Deixando bem guardado, quase escondido
Coração acelerado
Já sabendo que aquele nome me traria algo além

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Guida


Senti o cheiro forte das flores

Margarida

Como num imenso jardim

Margarida

Brancas e amarelas

Margaridas

Acariciam meus dedos como veludo

Margaridas

Margarida